- Sintomas, Causas e Tratamento da
Insónia
O que é a
insónia?
A insónia é a sensação de sono de
má qualidade ou de duração
insuficiente, resultante da dificuldade
em adormecer, dificuldade em manter-se a
dormir, acordar demasiado cedo ou ter um
sono que não é reparador.
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Qual
é o número de horas
de sono que um adulto necessita
A maioria dos adultos necessita de
sete a oito horas de sono por noite, mas
este número está sujeito a variações
individuais. O número de horas de sono
que cada indivíduo necessita é aquele
que faz com que o indivíduo não sinta
sono no dia seguinte. Para isso é
necessário que o sono, além de ser em
quantidade suficiente, seja um sono
reparador
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Quais são as
consequências da insónia
A insónia causa alterações do
comportamento durante o dia, com
sensação de sonolência diurna, fadiga,
falta de concentração e energia e
irritabilidade. Além de poder
comprometer o desempenho profissional,
interfere nas relações com as outra
pessoas, aumenta o risco de acidentes de
viação e diminui a qualidade de vida
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Há
diferentes tipos de
insónia?
Há. A insónia pode ser classificada
quanto à existência de factores
desencadeantes e quanto à sua duração.
Consoante são conhecidos ou não
factores responsáveis pelo aparecimento
da insónia, esta é classificada como
secundária ou primária.
Em relação ao seu tempo de evolução
classificamos a insónia como aguda ou
crónica. A insónia aguda é aquela que
tem uma duração inferior a um mês,
enquanto que na insónia crónica tem de
haver dificuldade em dormir pelo menos
três noites por semana num período
superior a um mês.
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A
insónia é um problema
frequente?
A insónia aguda, ocasional, de curta
duração, atinge cerca de 30% da
população adulta. Períodos mais
prolongados de insónia, característicos
da insónia crónica, afectam cerca de
10% da população, com uma frequência
maior em indivíduos de mais de 60 anos
de idade.
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Quais
são as causas da insónia?
A insónia pode resultar de problemas
médicos, psicológicos, comportamentais
ou ambientais.
As causas médicas de insónia são o uso
de certos medicamentos que interferem com
o sono ou a existência de problemas de
saúde que dificultam o repouso por
causarem desconforto, como a falta de ar,
dores de origem diversa, síndrome da
apneia do sono, síndrome das pernas
inquietas, etc.
As causa psicológicas vão desde
acontecimentos significativos da vida,
geradores de stress (como o divórcio, a
morte de um familiar, a perda do emprego
), até doenças psiquiátricas como a
ansiedade, a depressão e as psicoses.
O abuso de substâncias de uso corrente,
como a cafeína, nicotina e o álcool,
interfere na qualidade do sono. Também
algumas drogas ilícitas como a heroína
e a cocaína têm um efeito estimulante
diminuindo a capacidade de ter um sono
normal.
As causas ambientais são todas as que
interferem nas condições em que se
dorme, como o ruído, a luz, o tipo de
colchão ou a temperatura ambiente.
Actualmente devemos pensar também nas
alterações do ritmo de vigília e sono
como causa de insónia; este problema
está presente, por exemplo, quando se
trabalha por turnos ou no «jet leg» que
afecta os indivíduos que realizam
viagens de longo curso com alteração do
ritmo normal do sono.
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Quando é que uma
pessoa com insónia deve procurar o
médico?
Deve procurar-se ajuda médica quando
a dificuldade em dormir se mantém por
vários dias, quando a má qualidade do
sono se reflecte nas actividades diárias
com períodos de sonolência diurna e
diminuição do rendimento físico e
psíquico e se há suspeita de que um
medicamento receitado pelo médico é
responsável pela alteração dos
hábitos de sono.
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A insónia tem
tratamento?
Sim. A insónia pode ser tratada
modificando alguns hábitos que
interferem com o sono ou recorrendo a
medicação específica, receitada pelo
médico, quando as medidas gerais de
higiene do sono se mostram insuficientes
ou ineficazes. Mesmo os episódios de
insónia aguda, se duram mais de alguns
dias, devem ser tratados para prevenir a
sua evolução para a cronicidade.
Que
medidas se podem tomar para combater a
insónia e melhorar a qualidade do sono,
antes de recorrer ao médico?
As medidas gerais de higiene do sono
ajudam a resolver os problemas do sono
que são causados por factores
comportamentais ou ambientais.
A seguir medidas que melhoram a qualidade
do sono segundo 3 experts no assunto:
Expert 1
1. Praticar regularmente exercício
físico durante o dia, mas evitando a sua
prática três ou quatro horas antes da
hora de ir para a cama.
2. Criar alguma rotina nos hábitos de
sono, adoptando um horário regular para
ir dormir e para acordar no dia seguinte
(incluindo fins de semana).
3. Evitar a ingestão de excitantes como
álcool, cafeína e nicotina ao longo do
dia e, particularmente, nas últimas
horas antes de ir para a cama. Devemos
ter presente que a cafeína não existe
apenas no café, mas também no chá, em
certos refrigerantes, chocolates,
medicamentos, etc.
4. Evitar refeições pesadas e ricas em
gordura no período da noite, pois são
mais difíceis de digerir e perturbam o
sono. Pelo contrário, uma ceia leve,
constituída por um copo de leite morno e
duas ou três bolachas tipo Maria ou de
água e sal, pode facilitar o adormecer.
5. Criar um ambiente calmo e propício ao
repouso no quarto de dormir, com pouca
luz e ruído e com uma temperatura amena.
A cama, tão confortável quanto
possível, deve apenas ser utilizada para
dormir ou ter relações sexuais,
evitando-se o seu uso para ver
televisão, trabalhar ou comer.
6. Procurar ir para a cama apenas quando
se tem sono; se demorar mais de vinte
minutos a adormecer deve levantar-se e
realizar qualquer tarefa relaxante até
sentir sono e voltar para a cama. Mesmo
que adormeça tarde procure levantar-se
à mesma hora no dia seguinte para não
alterar os seus hábitos de sono.
Expert 2
1. Antes de se deitar procure
descontrair. Ler um livro ou uma revista,
tomar um banho quente, dar um passeio a
pé 1 hora antes de ir para a cama são
"rituais" que podem ajudá-lo a
"preparar" um sono tranquilo.
Sobretudo, evite envolver-se em
discussões com familiares ou amigos.
2. Está demonstrado que substâncias
como o café, o álcool e o tabaco têm
um efeito estimulante sobre o sistema
nervoso. Assim, evite o seu consumo,
especialmente à noite. Refeições
"pesadas" antes de se deitar
também podem perturbar a sua noite de
sono. Se tiver fome antes de se deitar,
faça uma refeição ligeira (ex: um copo
de leite morno).
3. O exercício físico é muito
importante para a manutenção da nossa
saúde. Faça-o regularmente e o mesmo
poderá constituir uma ajuda preciosa
para que adormeça rapidamente e obtenha
um sono reparador. Faça exercício, de
preferência, ao longo do dia e nunca
antes de se deitar.
4. Se uma sesta pode ajudar a recuperar
as forças num indivíduo que
normalmente durma bem, ela pode ser
prejudicial para quem sofra de insónias,
pois desequilibra ainda mais o ritmo
circadiano sono/vigília. Por isso, se
sofre de insónias tente não dormir
durante o dia.
5. As condições do local onde dorme
têm uma influência muito grande sobre a
quantidade e a qualidade do sono. Procure
manter a escuridão no seu quarto e
elimine, tanto quanto possível,
quaisquer fontes de ruído. Seja
cuidadoso na regulação dos aquecimentos
e tente manter o ambiente fresco.
6. Vá para a cama apenas quando tiver
sono. É frequente ouvir dos
especialistas nesta área que a cama
deve ser reservada para o sono e para a
actividade sexual. Ver televisão na
cama, sobretudo programas violentos pode
perturbar a tranquilidade necessária
para adormecer normalmente. O mesmo se
aplica à leitura. Se gosta de ler antes
de se deitar faça-o, mas não na cama.
E, sobretudo, evite trabalhar com
computadores à noite até muito tarde.
7. A cama, o colchão, a almofada e a
roupa da nossa cama têm uma
importância enorme para uma boa noite
de sono. Se o colchão da sua cama é
desconfortável, substitua-o. Procure
fazer a cama com lençóis pouco
apertados e verifique se os seus
pijamas ou vestidos de dormir são
suficientemente largos para facilitar os
movimentos durante a noite. Uma cama
confortável é fundamental para uma boa
noite de sono.
8. Tente manter um horário regular para
dormir e despertar. Deitar e levantar,
sistematicamente, às mesmas horas ajuda
a regular o nosso relógio biológico e a
normalizar o nosso ritmo circadiano.
Evite ficar na cama muito tempo depois
de acordar.
Expert 3
1. Não se deite sem sono. Leia, veja
televisão, é preferível a andar as
voltas na cama sem conseguir dormir. Se
estiver na cama deitado, mesmo que não
durma o seu corpo consegue descansar.
2. Não durma de dia nem faça
"sestas".
3. Evite o barulho. Use tampões nos
ouvidos (estão à venda na farmácia).
Por vezes a insónia é provocada por
pequenos ruídos, muitas vezes nem o
próprio se apercebe o quanto
incomodativo é o barulho.
4. Não tenha medo de pedir ao seu
médico um soporífero. Não tome sem
consultar o médico.
5. Não tome medicamentos para dormir a
meio da noite. Se vai tomar tome antes de
deitar.
6. Arranje uma cama confortável.
7. Não beba álcool e corte na cafeína.
8. Mantenha um horário fixo. Talvez a
mais importante medida para uma pessoa
com insónia são regras e horários bem
defenidos. Mantenha um horário certo de
deitar e levantar, mesmo aos
fins-de-semana. Levanta-se sempre a mesmo
hora, mesmo que não consiga dormir uma
noite, levanta-se a hora normal, e as
chances de ter uma boa noite de sono
aumentam.
9. Relaxe com um banho quente.2 horas
antes de deitar tome um banho de emersão
bem quente durante pelo menos 20 minutos.
10. Beba um copo de leite bem quente.
11. Vá somente para a cama para dormir.
90% das pessoas com insónia simplesmente
passam tempo demais na cama. Se passa
habitualmente 10 horas na cama e somente
necessita de 7, experimente durante 1
semana levantar-se após 7 horas de cama.
Quando a insónia não ceder às medidas
gerais de higiene do sono deve ser
tratada através de técnicas de terapia
comportamental, como as técnicas de
relaxamento, ou recorrendo a medicamentos
específicos, sempre sob orientação
médica.
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Que medicamentos
se utilizam no tratamento da insónia?
Os medicamentos específicos para
regular o sono pertencem a um grupo de
fármacos designados por hipnóticos.
Estes medicamentos só devem ser
utilizados por prescrição médica,
geralmente por períodos curtos (duas a
quatro semanas ) ou de forma
descontínua.
A insónia crónica, que está muitas
vezes associada a doenças do foro
psiquiátrico como a perturbação de
ansiedade e a depressão, pode necessitar
do uso de outros fármacos como os
ansiolíticos e os antidepressivos,
direccionados ao tratamento do factor
causal da insónia.
Quando a causa da insónia é o
desconforto causado por uma doença
orgânica, como por exemplo a asma ou as
artoses, o tratamento incidirá no
alívio dos sintomas da doença de base.
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Os
medicamentos para dormir têm riscos para
a saúde?
Como qualquer fármaco também os
medicamentos para dormir têm riscos e
benefícios. A sua utilização deve
sempre ser feita sob orientação
médica, quer para uma avaliação
criteriosa da sua indicação, quer para
identificação das contra indicações,
possíveis interacções com outros
medicamentos que o doente esteja a tomar
e controlo dos eventuais efeitos
secundários.
O uso de medicamentos para dormir deve
ser feito apenas por períodos curtos ou
de forma descontínua, para reduzir o
risco de habituação ao medicamento e de
«insónia rebound» (dificuldade em
dormir causada pela privação de um
medicamento de que se está dependente).
Os medicamentos para dormir podem em
alguns casos interferir nas actividades
diárias, causando sonolência diurna,
diminuindo a concentração e os
reflexos, aumentando o risco de acidentes
de viação ou de trabalho e aumentando o
risco de quedas e confusão mental no
idoso.
A ingestão de álcool pode potenciar os
efeitos secundários deste medicamentos,
pelo que se deve evitar a sua
associação.
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Fonte:
Cidade Médica
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